sexta-feira, junho 24, 2011

Arte, quanto entendemos?

“Minha cara pra que tantos planos...”
Muito Estranho – Nando Reis

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Arte! Quanto entendemos? Quanto fingimos entender? Quanto seguimos das críticas? Quanto, quanto, quanto! Aqui na minha cidade todo ano tem o FILO (Festival Internacional de Londrina), que reúne vários tipos de espetáculos de dança, teatro, música, nacionais e internacionais. Um banho de cultura.
Esse ano eu assisti dois eventos. Um fui o show do Nando Reis e os Infernais, com o Bailão do Ruivão, indiscutivelmente maravilhoso, em um ambiente mágico, com uma decoração incrível, um púbico admirável, um show, ou como diria Nando Reis uma reunião de pessoas, que há muito tempo eu não via igual, todo mundo realmente interessado no show, na música, na cultura.
O outro espetáculo que presenciei foi uma peça cujo nome eu continuo tendo que colar do Google, Keskusteluja. Um espetáculo finlandês, que mistura malabarismo com ilusionismo, filme mudo e músicas fortes. Confesso que estou ainda tentando tirar a essência de tudo aquilo. Aí eu te pergunto: Arte, quanto entendemos?
Acredito que seja um consenso geral que a arte em si é algo extremamente subjetivo. Depende do estado de espírito das pessoas que recebem. E raramente vão de encontro com aquilo que o criador pensou.
Há pessoas que respiram arte, vivem arte, e possivelmente estão a caminho de entendê-la de forma plena. Não que eu acredite que algum dia diretamente o observador entenda o objetivo do criador. Mas e o resto dos mortais?
Eu vivo em um mundo que eu crio uma roupa baseada em uma forma, uma foto, um objeto e assim vai. Mas em geral eu sempre tenho que explicar tamanha a subjetividade que a roupa ganha extraída da idéia inicial.   
Hoje eu confesso que queria bater um papo com os atores, criadores ou quem quer que seja, para entender a peça com mais clareza. Mas eu ainda não sei se o que mais me incomoda é achar que eu não entendi o contexto completamente ou achar que há outras maneiras de se passar a mesma idéia. Se for a última, eu preciso tomar o chá do ‘quem sou eu?’.
Outro post reflexivo. Não tenho comentários sobre o figurino, não poderia ter escolhido algo mais básico. A começar pelo do Nando e terminar com um cara de terno e outro de calça xadrez de pijama clássico. De qualquer forma, sem dúvida o figurino cumpre seu papel de descatar outros aspectos da arte transmitida.
*quem ficou morrendo de curiosidade e quizer ver algumas partes da peça para dividir opiniões eu achei (claro) um vídeo do youtube. Clica aqui.
É isso, Beijos ;*
Renata Secco

10 comentários:

  1. Olá Renata

    Arte é algo complexo mesmo.
    Existem diversas maneiras de expressarmos algo e o entendimento pode depender de alguns fatores também.
    Uma obra complexa, dependendo de como for trabalhada, pode ser compreendida (por ex) por uma pessoa que nunca tenha tido acesso ao mundo das artes. Na verdade, nem todas as pessoas serão atingidas da mesma maneira.
    Alguns trabalhos pedem uma maior compreensão e sensibilidade, mas nem sempre o objetivo é o entendimento completo. O objetivo pode ser o fomento da reflexão, através de uma provocação.
    Nas artes são usadas simbologias, técnicas e formas, justamente para que determinada emoção ou sensação seja transmitida.
    Existem trabalhos que transcendem e simplesmente algo sem explicação acontece. Uma emoção inesquecível para quem já experimentou.

    Abraços
    Balaio Variado

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  2. Olá Balaio Variado,

    Sua reflexão sobre o entendimento da arte
    abrange de forma bem completa as 'perguntas'
    iniciais do post. Eu concordo plenamente,
    principalmente com a parte em que você cita
    que jamais ela será entendida de uma mesma
    maneira. A arte é tão subjetiva, que varia
    de acordo com tudo que você viveu antes,
    suas experiencias e também com o momento que
    você está vivendo agora.
    E, talvez, muito provavelmente eu diria,
    toda graça esteja aí.

    Obrigada pelo comentário.
    Volte sempre.


    beijos ;*

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  3. Obrigada Fátima!
    Volte sempre.

    beijos ;*

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  4. Renata... eu adoro todo tipo de arte, e o entendimento vai sempre variar conforme seu momento e grau de conhecimento!
    Mas nem sempre aquilo qeu ser diz ser arte é a essência de algo a ser entendido... na arte também há coisas ruins e mau construidas.
    De qualquer forma a arte é subjetiva na essência e na vivência. O entendimento depende desta subjetividade.
    Beijo no coração

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  5. Ooi Valéria,

    Eu concordo com você, muitas vezes o não
    entender a arte é o grande objetivo.
    Algo que não é entendido acaba abrindo
    portas para outras visões e reflexões,
    não só da arte em si, mas também de tudo
    aquilo que nos cerca.

    Obrigada pelo comentário.
    E volte sempre.

    beijos ;*

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  6. Muito interessante esta postagem!

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  7. Obrigada Desenho DG pelo comentário.
    Volte sempre.

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  8. Visitarei o seu site Super Links.
    Enviarei as próximas postagens para ele.

    Obrigada pelo comentário.
    Volte sempre.

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